Alexandre Elias
Home Acima Água na Lua ! Alexandre Elias Alex Elias II Álvaro Cunha Cecy Hirano Edilberto Silva J o r n a i s Mar Doce Miguel Ignatios Miranda Neto Planeta Água Sergio Silva Zenóbio Alfano

 


Gestão dos Recursos Hídricos

Alexandre Arrenius Elias      
Economista       

        Quanto mais a sociedade avança em termos sócio-econômicos, mais tende a concentrar-se em aglomerações urbanas e torna-se mais vulnerável frente as perspectivas de disponibilidade de recursos hídricos, um fator imprescindível para a sustentação necessária para suas atividades vitais.

         A preocupação em relação à disponibilidade hídrica mundial faz crescer a busca por soluções regionais e locais sustentáveis, no caso específico da água, há de considerar sua capacidade de sustentar-se ao longo do tempo, de não se auto-destruir, de continuar produtivo.

         O crescimento gradativo da demanda hídrica em aglomerações urbanas, o aumento do desperdício arbitrário e a decrescente oferta do volume das águas nos mananciais de captação resultam em processos de racionalização de abastecimento cada vez mais comuns em várias cidades de pequeno, médio e/ou grande porte, prejudicando invariavelmente, de uma forma ou de outra, todos os agentes econômicos (famílias, comércio, indústrias, etc.). Se associarmos estes fatos ao horizonte de crescimento sócio-econômico é óbvio que seja necessário a reestruturação da administração de tais recursos.

         A água deve ser administrada dentro de uma sustentável, a fim de conseguir a conservação, a distribuição e o uso eficiente dos recursos explorados. Hoje, na rede de distribuição da maioria dos municípios brasileiros há um desperdício médio de 40 litros para cada 100 litros de água já tratada.

         A evidência para explorarmos e aumentarmos a oferta de tais recursos, não é aumentarmos a produção ou a captação nos mananciais, e sim, valorizarmos o volume já explorado e evitar a contínua degradação das fontes de captação.

         No caso do desperdício hídrico urbano, os investimentos adequados tanto economicamente quanto ecologicamente, seriam por exemplo, em tubulações menos vulneráveis a vazamentos, aparelhos meditórios (hidrômetros) mais precisos, leis que estimulem a economia doméstica, etc. A problemática central está na mudança no enfoque administrativo de tais recursos, é necessário termos consciência da lógica econômica de sua preservação.



A economia e a natureza

Alexandre Arrenius Elias      
Economista       

        Há um século atrás, a população mundial não era tão numerosa e a quantidade de recursos naturais que eram explorados, não representavam ameaças de esgotamento.

        Hoje caracterizamos nossa sobrevivência em um planeta com uma população de 6 bilhões de habitantes e com relativa escassez dos recursos naturais.
        A economia atual se vê com necessidade de começar a contabilizar as perdas relativas ao meio ambiente. Antes da década de sessenta, os desmatamentos florestais, a poluição das águas, a perda de espécies da fauna ou da flora, perda da qualidade do solo, o aumento da radiação solar, o stress causado pelas atuais características das cidades, enchentes etc, eram apenas fatos que não tinham importância significativa para a economia, podiam ser classificados como “problemas naturais”.
        Reconhecer que nossos hábitos frente ao nosso planeta precisam mudar, já é um grande passo. Mas onde se concentram os efeitos maiores dos males capitalistas contra a natureza?
        Quando falamos em meio ambiente ou natureza, não falamos apenas em bichos, em rios, ou florestas. Estamos visualizando um conjunto de fatores que direta ou indiretamente estão causando a deterioração da qualidade de vida da atual e/ou também da futura geração.
        Por exemplo, as cidades hoje precisam mudar, não é sustentável o modelo vigente, a racionalidade quer dizer que não é viável desperdiçarmos enormes quantidades de litros de gasolina nos congestionamentos, erguer construções que não aproveitam a energia da luz natural ou o espaço físico adequado entre prédios e residências etc.
        Enfim, os males contra a natureza representam a perda do bem-estar entre gerações. Por volta do ano de 2005, provavelmente teremos veículos silenciosos movidos a célula de combustível, com eficiência que pode chegar de 50 a 100 Km por litro de combustível que pode ser o hidrogênio, que pelo escapamento do automóvel lançaria água ao invés de combustão de material fóssil.
        A economia afinal, ampliará seu campo de análise sobre a ótica da sustentabilidade. A economia de recursos naturais se faz necessária à medida que seus limites se aproximam do esgotamento, à medida que as doenças causadas pela degradação começam a ser perceptíveis, à medida que vamos trocando o barulho da cidade pelo silêncio dos campos.
        As indústrias também observam as oportunidades de negócios vista as preferências e aumento da conscientização dos cidadãos, bem como as leis que também se tornam mais exigentes. Não há como fugir da atual necessidade de preocuparmos mais com o lixo que produzimos, com as cidades superpovoadas, com as mortes causadas pelo stress. Enfim, começamos a crer que nosso planeta tem fim.

Referência bibliográfica:

COMISSÃO Mundial sobre meio ambiente e desenvolvimento. 
Nosso Futuro Comum. Rio de Janeiro: FGV, 1991, 430p.

HAWKEN, Paul, Lovins Amory, Lovins L. Hunter. Capitalismo Natural.
        São Paulo: Ed. Cultrix, 1999. 358p.  

 
[Home]   -   [Rio Maguari]   -   ["Reflexões sobre a água..."]   -   [Trabalhos Colegiais]