Larissa Alves
Home Acima LIVRO 2006 AdrianeJackson Alyne Marchiori Ana Alcântara Ana Costa Ana Farias Bruna Corecha Bruno Oliveira ClaudionorSilva Jr Cristiane Lopes Débora Macedo Edvilson SilvaJr Felipe Carvalho FranciscaVieira Gabriela Rocha Giuliana Santos Gleidson Sousa Jeanny Karlla Joelma Costa José MªCosta Jr Juliana Silva Karine Corecha Kerollen Costa Laís Bibas Larissa Alves Liege Arruda Lorena Ramos Luísa Silva Naina Jardim OsmarcelinaCardoso Priscila Silva RaimundoVictor RamayanaPena Sálua Fayal Samuel Aquino ShirsellemCosta Vanessa Alves Waldecy Cunha Jr

 

 

I Concurso de Redação "Minha água, minha vida"

Realização HIGISERVICE-Y.YAMADA - Dia Mundial da Água 2006

LARISSA BARROS ALVES   
7ª Série do Ensino Fundamental   
Colégio Madre Celeste
(N.Marambaia)   
Belém - PA 
   

MINHA ÁGUA, MINHA VIDA
            Todos os dias acordo bem cedo para ir à escola. Tomo banho, escovo os dentes, tomo meu café, escovo os dentes novamente. É um ritual diário. Em menos de meia hora, utilizo, diariamente, naquele instante, algo que a natureza nos deu, tão delicada, tão preciosa e tão vital: a água.
Paro para pensar enquanto meu avô me leva de carro ao colégio. Cai uma forte chuva no caminho. Logo, poças de água se acumulam no chão. Grande parte fica por ali; outra parte corre pelas valas para os canais, para os rios e, talvez, cheguem ao mar.
Aprendi em ciências que o nosso corpo é constituído por mais de sessenta por cento de água; que a Terra, de três quartos do mesmo líquido. Ainda não sei por que puseram este nome no nosso Planeta.
            A chuva já estava passando. O carro do vovô, em um grande engarrafamento parou de funcionar. Saia muita fumaça do motor. Ele falou para eu não me preocupar, pois ele sabia do que se tratava. Havia esquecido de colocar água num tal de radiador. Perguntei para ele se o carro dele não usava gasolina. Ele sorriu. Depois me deu uma explicação.
            Perguntei para ele: vovô, o que é que a gente faz na vida que não usa água? Ele olhou para mim pensativo e respondeu, assim meio sem graça: “nada minha filha”. Falei que era verdade. Tudo leva água. As paredes dos edifícios não poderiam ser erguidas sem água. Para se fazer o concreto, tem que ter água. As cidades dos homens nem existiriam como o são hoje. E nem existiriam os lindos jardins e árvores, os belos pássaros e animais, os mares, e rios. Meu Deus! Não existiria a vida.
            Chego à escola, despeço-me do vovô e vou para a sala de aula. Hoje parece ser um dia diferente. Estou um pouco estranha, acho. Logo na primeira aula do dia, não agüento a curiosidade e pergunto ao professor se a água pode acabar um dia. Ele respondeu que não; que toda a água passa por um ciclo de ida e vinda. O que pode acabar é a água potável. Aquela que nós podemos consumir. Ele disse ainda que a água doce representa apenas dois por cento de toda a água existente, deixando-me muito mais triste. Não consegui segurar as duas lágrimas que rolaram em meu rosto.
Enquanto o professor dá a aula, sem perceber, eu saio dali, envolta em meus pensamentos. É como se eu tivesse sido chamada para resolver um grande problema: e se essa pequena porção de água acabar? Já se fez tanta coisa como reuniões mundiais, regionais e locais, fóruns, acordos, conferências, tratados e tudo mais. A poluição continua mesmo assim. O mau uso continua, a indiferença continua e o suicídio continua
Eu não quero fazer parte desta relação de pessoas indiferentes. Vou bater de porta em porta e alertar aos meus colegas e vizinhos. A quem eu puder. Vou começar por aqui, pela escola. Pedirei às pessoas que não estraguem a água, ficando muito tempo com o chuveiro aberto; para que avisem à companhia de água quando virem um vazamento; para que reutilizem a água dos lavatórios para regar os jardins. Há tantas coisas que se pode fazer com o reaproveitamento da água. Eu poderia ajudar muito se fosse adulta e tivesse acesso a órgãos, instituições ou pessoas. Mas o meu avô pode. Vou pedir para ele levar umas idéias aos governantes. Seria possível a construção de um sistema, onde toda a água que sai das casas para os esgotos fosse canalizada para um grande reservatório e, dali, tratada e reaproveitada para outros fins.
A verdade é que há muito desperdício. Sei que meu trabalho será árduo. Haverá críticas e oposição.
De repente, senti que o professor me chamava a atenção. Procurei voltar à realidade. Logo agora que eu estava com tantas idéias e não posso nem enumerá-las. Mas de uma coisa eu tenho certeza: o dia de amanhã nunca mais será o mesmo para mim.
            Termina o dia escolar. Já no carro do vovô toca uma música no rádio. Ela é do Guilherme Arantes. Eu acho que o título é Planeta Água. É muito linda e triste para mim. É uma música antiga que meu pai sempre ouve. Mas quem tiver alguma dúvida sobre toda essa tragédia anunciada, escute essa música. Pare e reflita sobre o tema. Tenho certeza que este já será um bom começo.
 

Larissa Alves Barros 
7ª série do Ensino Fundamental 
Colégio Madre Celeste - N.Marambaia / Belém - PA
 

[MÚSICA 'MOLHADA']  [OUTRAS REDAÇÕES-2006]