Laís Bibas
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I Concurso de Redação "Minha água, minha vida"

Realização HIGISERVICE-Y.YAMADA - Dia Mundial da Água 2006

LAÍS BIBAS QUINTANILHA BIBAS   
1ª Série do Ensino Médio   
Colégio Gentil Bittencourt
   
Belém - PA 
  

MINHA ÁGUA, MINHA VIDA

Tá certo, eu só tenho quatorze anos mas, durante os últimos quatorze anos, muitas águas rolaram na pia, na torneira, na bica, no chuveiro, entre os dedos, no meu rosto e em muitas outras faces que desconheço.

Durante meus quatorze anos de vida, águas rolaram, rolaram e rolaram.

Não importa o motivo, mas rolaram. Não importa o lugar, o porque ou as pessoas que a deixaram escapar. O que importa é que ela correu quilômetros, levando junto toda a espécie de lixo, sujeira. Foi contaminada por pessoas. A água passa sem que percebam ou, se percebem, a deixam escapar uma hora dessas.

Algumas vezes, a felicidade é o motivo da decida da água: a empolgação, a alegria, a euforia. Mas outras vezes o motivo é contrário; é a tristeza, a decepção, o desespero.

Cada gota carrega consigo uma angústia e um desejo. Pode ser um sonho realizado ou um sonho perdido ou até um pesadelo. Quem sabe até uma ilusão ou desilusão.

A água é tão cheia de vida e cada gota carrega tanta responsabilidade, emoção, amor... tanta vida. Ela, em alguns momentos, parece ter vida própria e se expressa sozinha; mostra sentimento por si só.

Quando derramada demonstra que temos esperanças, somos sonhadores. Há rios que correm em mim e que se misturam. São coisas boas, ruins, amarguras, sonhos e esperanças. Chove no meu rosto.

Mais um dia passou e a vida não está diferente à minha volta. As pessoas continuam derramando e desperdiçando água. Será que não percebem que a água que escapa por entre seus dedos, contém vida?

Há pessoas que usam a água simplesmente por que têm ou por que podem. Outras se contentam e não deixam, ou pelo menos tentam não deixar, que a água seja desprezada, pois sabem do seu valor. Sofrem com sua necessidade e sabem que isso pode ser a diferença entre ter e não ter água no futuro.

Às vezes a água está quente, vem do fundo, inesperadamente. Noutras, vem gelada e em abundância, e se sente, mais facilmente, tocar sua pele; cada gota lhe trás frio e a falta de um aconchego e um vão pra se esconder.

No futuro, o único lugar onde encontrarão água será no poço dos desejos; e, ao jogar o balde, descobrirão que a água é, na verdade, feita de lágrimas.

A solução é beber muita água hoje e, ao mesmo tempo, o suficiente para ter uma vida saudável.
 

Laís Bibas Quintanilha Bibas 
1ª série do Ensino Médio 
Colégio Gentil Bittencourt / Belém - PA
 

 

[MÚSICA 'MOLHADA']  [OUTRAS REDAÇÕES-2006]