Vanessa Alves
Home Acima LIVRO 2006 AdrianeJackson Alyne Marchiori Ana Alcântara Ana Costa Ana Farias Bruna Corecha Bruno Oliveira ClaudionorSilva Jr Cristiane Lopes Débora Macedo Edvilson SilvaJr Felipe Carvalho FranciscaVieira Gabriela Rocha Giuliana Santos Gleidson Sousa Jeanny Karlla Joelma Costa José MªCosta Jr Juliana Silva Karine Corecha Kerollen Costa Laís Bibas Larissa Alves Liege Arruda Lorena Ramos Luísa Silva Naina Jardim OsmarcelinaCardoso Priscila Silva RaimundoVictor RamayanaPena Sálua Fayal Samuel Aquino ShirsellemCosta Vanessa Alves Waldecy Cunha Jr

 

 

I Concurso de Redação "Minha água, minha vida"

Realização HIGISERVICE-Y.YAMADA - Dia Mundial da Água 2006

VANESSA CÁSSIA BARROS ALVES   
2ª Série do Ensino Médio   
Colégio Madre Celeste (N.Marambaia)   
Belém - PA   

 

MINHA ÁGUA, MINHA VIDA

H2O. Substância tão simples.  Tão preciosa.  Tão vital.  Não se concebe a existência do Universo sem a existência da matéria.  O fogo que fermenta, o ar que alimenta, a terra que formata, a água que sedimenta.  Desde o princípio da criação desse Universo foram estabelecidas as regras para a sua continuação.  Durante todos os tempos a própria natureza encarregou-se de gerar, consumir, reciclar e refazer a ordenação e a existência de seus elementos. Mas a natureza não contava que, em sua fusão, casual ou prevista, surgisse um quinto elemento desarmônico, infiel, poderoso, movido pela ignorância e pela ambição, que ignorasse a razão e sob o controle das paixões: o homem.  Homem que usa o fogo para destruir a floresta, para explodir edifícios, para aniquilar seu irmão.  Homem que contamina o ar com suas chaminés químicas e seus seres biológicos.  Este homem que abre as crateras em busca do metal dourado ou do metal negro.  Este que polui as águas e que a utiliza forma completamente irracional.  Água esta, seja sob os conceitos religiosos, científicos ou políticos, têm sido utilizada para “regar” a vida, o princípio fundamental dos seres vivos.

Sabe-se que a maioria das religiões utiliza a água, de alguma forma, para o ritual purificador.  O próprio Senhor Jesus foi batizado nas águas do rio Jordão.  O Batismo, um dos símbolos fundamentais do Cristianismo, usa a água como representação da aceitação de Deus.

Na Ciência, é um dos principais solventes e reagentes.  A solução de bateria contém água; os remédios; as reações químicas; os seres unicelulares e microscópicos; as estrelas mortas; o doce de cupuaçu; o açaí e o tacacá; o beijo, dizem, é molhado; a chuva das quatro horas é abençoada por Deus e cantarolada pelos poetas.

Os políticos alardeiam sua demagogia e sua hipocrisia, e nada fazem de efetivo. Usam a água também, e se “dão bem”.  Ganham votos e eleições.  Mas a questão do uso da água passa, do simples gesto de se beber apenas um copo, no nosso forte calor tropical, à questão super relevante, intrigante e enroscada da Soberania Nacional, onde nações desenvolvidas ou não, pretendem apoderar-se de nossa Amazônia, de olho, principalmente, nas reservas de água doce aqui existentes.  E o que é pior, com a conivência de nossos governantes, ou mais, de nós mesmos.

Falar sobre a importância da água em nossas vidas é “chover no molhado”.  Mas essa chuva poderá ser cada vez mais ácida e o ato de “molhar a planta” do corrupto poderá não levar a mais lugar algum.

A água pode apagar o fogo que queima as florestas.  A água é um projeto divino da vida.  A água deveria ser um verbo.  Similar ao verbo amar: eu amo, tu “águas”, ele ama, nós “aguamos”.

Ao se perfurar o solo em países do Oriente Médio, não jorra água, jorra petróleo.  Em alguns desses lugares um copo de água é mais caro do que um barril de petróleo que, dias atrás estava com o preço na casa dos setenta dólares.  Nesses países, uma avançada tecnologia retira a água do mar e a transforma em água potável.  Mas o custo disso é altíssimo.

Será que algum dia, países ricos –para não se falar em nosso país, indiscutivelmente pobre– precisarão utilizar-se dessa tecnologia?  Talvez possamos viver mais vinte e um séculos, ou até vinte e um anos.  Ninguém sabe ao certo.

Discutir a utilização ou a reutilização da água torna-se indiscutível.  Deveria-se criar uma disciplina escolar sobre a preservação da natureza e a água como seu foco principal.  Por que não?  A família e a Escola são a base para esses princípios.  Cidadãos não se tornam conscientes sem conhecimento e sem cultura.  O conhecimento é a sabedoria.

Quero viver.  Preciso viver.  E não há outra saída.  Quero água e preciso dessa água limpa, límpida, saudável e abundante.  E você?  É diferente ou indiferente?

A luta pela sobrevivência faz as pessoas descerem à “lama”, e a beberem do fundo desta; a comer insetos e bichos de qualquer espécie.  É como no deserto ou no agreste nordestino.  A riqueza será transformada em miséria.  Tanto no sertão como nas grandes cidades.  Por um pouco de água, homens poderão matar.

Não há tempo a perder.  A hora é agora.  Reúna sua comunidade.  Comece com a sua família, ou com os seus vizinhos, com os amigos, os colegas na escola, no trabalho.  A conscientização deve partir de dentro para fora.  Não adianta esperar só pelos Governos.

E se a esperança depende da vida, enquanto houver água, haverá vida. A vida é só uma questão de tempo, ou melhor, de água.
 

Vanessa Cássia Barros Alves 
2ª série do Ensino Médio 
Colégio Madre Celeste (N.Marambaia) / Belém - PA
 

 

[MÚSICA 'MOLHADA']  [OUTRAS REDAÇÕES-2006]