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I Concurso de Redação "Minha água, minha vida"

Realização HIGISERVICE-Y.YAMADA - Dia Mundial da Água 2006

OSMARCELINA MESCOUTO CARDOSO 
3ª série do Ensino Médio 
E.R.C. Santa Tereza D'Ávila / Decouville / Marituba - PA
 

 

MINHA ÁGUA, MINHA VIDA

A vida brota da água e nós não podemos viver sem ela, tanto que um bebê é formado por noventa por cento de água e uma pessoa adulta tem setenta por cento, da mesma forma que o nosso planeta.  Só que, de toda a água que existe no planeta, apenas três por cento é água doce distribuída entre rios, lagos, pólos e lençóis freáticos.  No Brasil está a maior rede de bacias fluviais do mundo, com doze por cento do total de água doce, com um detalhe que entristece: a água cristalina, limpa, refrescante que jorra das nascentes, que corre nos igarapés e rios é cada vez mais difícil de ser encontrada.  Em certas regiões, até a água da chuva já não presta mais.  É a chamada chuva ácida.

Quem mora na Amazônia tem água com fartura.  É só contemplar a grandiosidade dos rios Amazonas, Tapajós e a Baia do Guajará, por isso torna-se difícil acreditar que seja um bem tão escasso no planeta Terra.  Mas, é só dar um passeio pelos bairros, ocupações, povoados de nossas cidades, no sertão nordestino ou na maioria dos países da África e se constatará quanto sofrimento é causado pela falta de água.

Cálculos de entidades internacionais indicam que a quantidade necessária de água para uma pessoa poder cozinhar, beber e lavar-se é de, no mínimo, quarenta litros por dia.  Contudo, o que se assiste sempre, como noticiários dos telejornais, são mulheres, homens e crianças, andando quilômetros e quilômetros com baldes ou latas na cabeça, em busca do líquido para saciar a sede, cozinhar alimentos e tudo o mais onde a água é imprescindível.

O pior, é que no calvário das águas, a natureza também sofre: todas as vezes que poluem nascentes e braços de rios, seja no campo ou nas cidades; que são concentrados os recursos das águas nas mãos de particulares; que se usa a água de forma errada na irrigação de plantações, pois, além de se utilizar um volume grande, ela é devolvida à terra contaminada por agrotóxicos; que grandes desmatamentos e queimadas geram a diminuição do espaço verde; enfim, no tribunal dos interesses econômicos, a água, fonte de vida, é condenada diariamente ao desaparecimento.

Atualmente existe água em quantidade suficiente para o nosso uso, mas ela deve ser usada nas prioridades e nos princípios da solidariedade e responsabilidade.  A água é um direito de todos, um bem da humanidade.  Cada vez que morre um rio, com ele desaparece a vida da população que morava dentro dele –principalmente os peixes– e ao seu redor: ilhas, praias fluviais e famílias que dependem do pescado para sobreviver; e vai-se também um pouco da dignidade humana.

É isso, a procura insana pelo lucro impõe a lei que coloca a riqueza econômica acima da vida; criam-se cinturões de isolamento e indiferença entre as pessoas e a irresponsabilidade predomina nas relações dos seres humanos com a natureza.  Mas ainda há tempo, cada um de nós pode e deve começar a romper o cerco da indiferença e da apatia e ir em socorro das águas que correm o risco da degradação e do aniquilamento.  Assim:

a)     Assumindo compromissos pessoais, família e escola: usar com mais cuidado a água do chuveiro e da torneira;

b)     Compromissos grupais: cobrar das autoridades o conserto de canos furados ou danificados;

c)      Compromissos sociais: conhecer e colaborar com os programas e iniciativas que são desenvolvidas na nossa região e no Brasil, em devesa da água.

Nós somos água.  Portanto, Senhor, nosso Deus, como frutos da Vossa criação, ajuda-nos e protege-nos.

   

Osmarcelina Mescouto Cardoso 
3ª série do Ensino Médio 
E.R.C. Santa Tereza D'Ávila (Decouville)  /  Marituba - PA
 

 

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