Débora Macedo
Home Acima LIVRO 2006 AdrianeJackson Alyne Marchiori Ana Alcântara Ana Costa Ana Farias Bruna Corecha Bruno Oliveira ClaudionorSilva Jr Cristiane Lopes Débora Macedo Edvilson SilvaJr Felipe Carvalho FranciscaVieira Gabriela Rocha Giuliana Santos Gleidson Sousa Jeanny Karlla Joelma Costa José MªCosta Jr Juliana Silva Karine Corecha Kerollen Costa Laís Bibas Larissa Alves Liege Arruda Lorena Ramos Luísa Silva Naina Jardim OsmarcelinaCardoso Priscila Silva RaimundoVictor RamayanaPena Sálua Fayal Samuel Aquino ShirsellemCosta Vanessa Alves Waldecy Cunha Jr

 

 

I Concurso de Redação "Minha água, minha vida"

Realização HIGISERVICE-Y.YAMADA - Dia Mundial da Água 2006

DÉBORA CARVALHO DE O. MACEDO
8ª série do Ensino Fundamental 
CEMP / Belém - PA

 

MINHA ÁGUA, MINHA VIDA

Água, composição perfeita que permite a vida em nosso planeta, saciando nossas necessidades vitais e caracterizando a natureza do mundo em que vivemos.

Composta de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio, a água, com sua importância vital, fez com que o homem desde os tempos primitivos lhe dedicasse a maior atenção e cuidados que culminaram, através dos anos, nas fases de captação, armazenamento, abastecimento, tratamento e preservação, conforme a sua utilização.

O homem pré-histórico fez uso primeiramente das águas superficiais e das águas das chuvas.  Com o passar dos tempos, quando percebeu a escassez dessas águas nas proximidades dos lugares habitados, desenvolveu métodos para o aproveitamento da água existente abaixo da superfície do solo.  A princípio, consistiam em simples cavidades abertas no solo, de pequena profundidade, retirando a água do lençol superficial, como ainda se faz em algumas partes do mundo.  Entretanto, dada a necessidade de maiores quantidades no consumo de água, fez-se necessário o aprimoramento de técnicas para a perfuração de poços mais profundos, sendo que os chineses conseguiram alcançar a profundidade de 450m, adotando métodos bem semelhantes aos de hoje.

Os povos antigos executaram importantes obras de armazenamento e condução de água, como canais de irrigação e aquedutos.  Eram sistemas de canalização de água capazes de atravessar vales ou outras depressões do terreno.

Sendo a água indispensável à vida do homem e como sem água nenhum ser pode subsistir, é indispensável cuidar do respectivo abastecimento tendo em vista as suas diversas finalidades:  consumo pessoal, usos domésticos, industriais e serviços públicos, tais como, limpeza, combate a incêndios, irrigação, etc...  Vale ressaltar que, com o constante aperfeiçoamento dos conhecimentos científicos, aumentam as exigências quanto às propriedades da água potável.

A distribuição da água nas cidades é feita por meio de bombas hidráulicas, a menos que provenha diretamente de lagos ou nascentes situados em altas montanhas, ou de reservatórios localizados em pontos elevados que permitem a distribuição sob pressão.  Uma rede de canalização subterrânea alimenta fontes, habitações e indústrias.  A fim de evitar desperdícios, possibilitando assim um atendimento adequado no serviço de distribuição de água, o consumo nas cidades é controlado por meio de medidores chamados hidrômetros.

Para que possamos fazer uso de água livre de contaminação, é indispensável que ela seja submetida a um tratamento apropriado a fim de retirar as impurezas.  As mais perigosas são os micróbios que proliferam diversos tipos de doenças.

O lodo é outra forma de impureza: dá um gosto desagradável e torna a água imprópria para consumo.

A água pode, também, conter impurezas que a colorem e lhe dão mau odor.  Em alguns lençóis o teor de ferro é tão grande que, além de danificar as bombas de sucção, mancham roupas e reservatórios.

Outro problema grave, são os resíduos gerados pelas cidades, indústrias e atividades agrícolas que têm um potencial de poluição muito grande.  O lançamento de esgotos domésticos, efluentes industriais, lixo e entulhos, diretamente nos rios, consome o oxigênio da água, provocando a morte da fauna, flora e da própria água.

A água das cidades é quase sempre submetida a operações para purifica-la.

Estas podem ser as mais diversas.  O cloro é a substância de uso mais corrente na purificação.  O produto é utilizado em quantidade suficiente para destruir os micróbios, sem afetar os seres humanos.

As águas sujas e lodosas são filtradas: atravessam várias camadas de areia, abandonando, na passagem, a lama e os micróbios.

Algumas cidades melhoram as condições de suas águas com diversos tipos de produtos químicos.  Outras fazem-nas jorrar em jatos, a fim de que o sol e o ar operem a obra de purificação.  Outras, ainda, combinam todos esses meios.

Em alguns lugares, distantes dos centros urbanos, a própria população se encarrega de purificar a água que utiliza.  Ela a esteriliza, fazendo-a ferver, ou purifica-a com a ajuda de filtros individuais.

Diante de tanta necessidade de consumo, somos responsáveis pela preservação da água existente em nosso planeta, que apesar de representar 75% da superfície terrestre, 97,5% deste total é salgada, restando apenas 2,5% à disposição da vida na Terra.  Apesar de parecer um número muito grande, se não preservarmos, a Terra corre o risco de não mais dispor de água para consumo, o que significa que a grande máquina viva pode parar.

Enfim, não podemos desperdiçar, poluir, nem envenenar a água. Sua utilização deve ser feita com consciência para que não venhamos a ter uma situação de esgotamento ou deterioração da qualidade de nossas reservas, comprometendo assim, a vida na Terra.

 

Débora Carvalho de O. Macedo 
8ª série do Ensino Fundamental 
CEMP / Belém - PA

 

[MÚSICA 'MOLHADA']  [OUTRAS REDAÇÕES-2006]