Alyne Marchiori
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I Concurso de Redação "Minha água, minha vida"

Realização HIGISERVICE-Y.YAMADA - Dia Mundial da Água 2006

ALYNE AZEVEDO MARCHIORI
8ª série do Ensino Fundamental 
Colégio São José / Castanhal - PA
 

O DESPERDÍCIO DA VIDA

 O homem pode sobreviver sem muitos recursos oferecidos pela natureza mas, sem dúvida, não tem como sobreviver sem seu “combustível” principal, a água. Sem ela, ele pára, estanca, fica completamente sem funcionamento e, infelizmente, morre como uma planta seca desidratada. Porém, parece que ele está alheio a essa verdade.

Antes de algumas atitudes impensadas no nosso “grande sem pensante”, o planeta tinha um azul mais doce, mais cristalino, mais natural. Hoje, tristemente, o azul está salgado, mais poluído, mais precioso e disputado.

A água potável representa um dos recursos naturais mais desejados do mundo. Isso é tão verdadeiro que as nossas reservas estão sendo cobiçadas pelos países que já sofrem a perda de um bem tão precioso. O problema da água no mundo já se caracteriza como uma situação preocupante; os níveis de água, principalmente doce, no Brasil e no mundo vêm diminuindo a cada ano que passa. Fato este que alguns cientistas e pesquisadores contataram: que a água representará motivo de guerra daqui há uns vinte ou trinta anos. Hoje, infelizmente, já temos disputas em alguns lugares. Isso é realmente preocupante!

Atualmente o Brasil detém grande parte da água doce mundial. Isso é relativamente bom, mas a distribuição dessa água para as diversas regiões do país, infelizmente é desigual. No sudeste do Brasil, por exemplo, concentra-se a maior parte da população brasileira, mas as áreas dessa região onde está concentrada a água doce (rios, lagos, lagoas) são as que estão correndo maior risco de acabar, pois em decorrência do desequilíbrio ambiental, essas áreas estão sendo poluídas e desmatadas. Some-se a isso o problema da escassez de chuvas em locais como o sertão do nordeste brasileiro, onde é comum observar famílias inteiras padecendo com a falta d’água.

Diante da gravidade da situação, as pessoas ao invés de procurar soluções alternativas e maneiras mais conscientes de preservação da água, migram para lugares em que este problema ainda não esteja tão acentuado e não se conscientizam de que com essa atitude, além de aumentar o número de pessoas em um determinado lugar, conseqüentemente, aumenta o consumo e o desperdício d’água, gerando, assim, um hiperconsumo de um tesouro que está ameaçado de se extinguir.

Sabemos muito bem que o problema vem se agravando a cada ano. Rios e lagos estão sumindo, poços estão secando, lençóis freáticos estão desaparecendo e parece que ninguém está levando isto muito a sério. Precisamos agir! É necessária uma conscientização global sobre o assunto, inclusive por parte das autoridades, pois só juntos poderemos adotar programas de preservação e economia d’água.

Portanto, é preciso que o homem acorde para o problema, perceba que sua água é realmente sua vida. Sem ela, é o fim. Campanhas de como preservar, proteger, não agredir, não contaminar, devem ser objetivos constantes de todos os viventes do planeta. Palestras de conscientização, principalmente para aqueles que vivem contaminando com lixos industriais, devem existir com mais freqüência. O homem precisa parar de desmatar, ferir a natureza, pois percebe-se que esta está com ‘sede de vingança’. Se existir um trabalho harmônico em prol da sobrevivência, certamente alçaremos vôo para um planeta azul de águas cristalinas novamente, evitando dessa forma que a escassez de água faça parte de nossa realidade.

Alyne Azevedo Marchiori 
8ª série do Ensino Fundamental 
Colégio São José / Castanhal - PA
 

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