Junho 1999
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REFLEXÕES  SOBRE  A  ÁGUA...
Tudo o que você precisa saber sobre a água, agora também na Internet: sergiosilva@higiservice.com.br

==ANO IX == Nº. 107 ===== JUNHO / 1999 ==== Colaboração Sergio Silva ======

“EXCESSO DE FERRO NA ÁGUA SUBTERRÂNEA” 
Muitos poços estão relegados ao abandono ou o uso de sua água é um verdadeiro tormento para os consumidores por causa do teor elevado de ferro que contém. Por isso, é muito oportuna a divulgação abaixo, autorizada por seu autor, o geólogo Eugênio Pereira, de um artigo publicado no Boletim Informativo da ABAS - Associação Brasileira de Águas Subterrâneas, tecendo considerações e indicando um caminho testado e aprovado para o aproveitamento de águas subterrâneas com teores elevados de ferro, manganês, cálcio e magnésio. Confira! 
Muitas regiões do Brasil convivem com excesso de metais solúveis nas águas subterrâneas. Ao saírem dos poços águas ricas em ferro e manganês tornam-se amareladas, sujam, mancham, incrustam, inviabilizando sua utilização. Diante de um quadro que chega a ser dramático em alguns locais, cabe a nós, que trabalhamos no setor, buscar tecnologias para enfrentar tais limitações. 
Existem duas tecnologias capazes de proporcionar às águas com excesso de ferro e manganês condições de uso e consumo. A primeira é a sua remoção através de uma estação de tratamento - alternativa eficiente, mas com investimento inicial alto e pré-requisito de uma área razoável para instalação.”
 

COMO ATUAM OS PRODUTOS QUÍMICOS COMPLEXANTES?” 
A outra maneira de se conseguir água com qualidade para consumo é a complexação. Tecnologia pouco conhecida no Brasil. Produtos químicos complexantes são adicionados na saída do poço, quando íons ferro e/ou manganês da água ainda não oxidaram e esta ainda conserva a sua aparência límpida e cristalina. A solução complexante, injetada através de um sistema dosador, é capaz de rapidamente capturar íons Fe e Mn solúveis e encerrá-los em uma macromolécula extremamente estável, que nem uma cloração vigorosa será capaz de quebrar. Desta forma, ferro e manganês permanecerão solúveis e a água com os parâmetros de cor, turbidez, odor e gosto normais. Não haverá incrustações ou manchas e, mesmo se já existirem, a água tratada será capaz de removê-las lentamente, desincrustando as superfícies por onde passa.” 

“O FERRO DA ÁGUA FAZ MAL À SAÚDE? E OS COMPLEXANTES?” 
Como os complexantes não removem o ferro da água, fica a pergunta se este faz mal à saúde. O ferro na água não faz mal à saúde das pessoas, que necessitam de 19 mg de ferro por dia. A quantidade ingerida através da água é sempre muito pequena. A ingestão dos produtos complexantes também não apresenta restrição alguma, já que estes são a base de fosfato, elemento essencial à vida humana e encontrado em frutas, verduras e legumes.” 

“OS COMPLEXANTES AGEM SOBRE O CÁLCIO DAS ÁGUAS DURAS?” 
A ação dos produtos complexantes sobre as águas duras é semelhante ao ferro. Não existe redução de dureza e sim uma forte tendência em manter ions cálcio e magnésio solúveis, evitando incrustações em tubulações, filtros, caldeiras de aquecimento, torres de resfriamento, chuveiros, etc. 
A ação se reflete satisfatoriamente também na produção de espumas por sabões e detergentes, já que estes não reagem com águas duras. Neste caso, a utilização dos tensoativos é normalizada, facilitando o trabalho de lavanderias, tinturarias e outros.”
 

“QUAIS AS VANTAGENS DOS COMPLEXANTES?” 
Os produtos complexantes requerem somente uma bomba dosadora de boa qualidade, conectada na mesma ligação elétrica da bomba submersa do poço, para que funcionem simultaneamente. O custo inicial envolve a compra e instalação adequada da bomba dosadora e o custo de manutenção vai depender da demanda (consumo) de água a ser tratada e dos teores de ferro, manganês e dureza, que permitirão ao técnico habilitado determinar a quantidade de complexante a ser adicionado através de regulagem da bomba dosadora.” 

        C O N T A - G O T A S      

O Químico Márcio R. Fernandes, Gerente de Controle Sanitário da Unidade de Negócios Norte da SABESP, nos informou in off, que o sistema de complexação para tratamento de águas com excesso de ferro já está sendo utilizado em São Paulo com excelentes resultados. 

Algumas companhias de saneamento já estão utilizando poliortofosfatos para tratar água com excesso de ferro, mas a grande vantagem da nova tecnologia apresentada pela Higiservice é tornar o processo acessível aos pequenos consumidores, sem risco de prejudicar a saúde humana. 

O sucesso da nova tecnologia vai aposentar de vez uma grande quantidade de ineficazes filtros que ainda existem em alguns condomínios e outros grandes praticantes do auto-abastecimento com utilização de poços que produzem água com teores elevados de ferro.. 

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"Ausência de ética profissional, não é só incompetência. É falta de vergonha na cara mesmo!" 
  
( Tino Antonio )

                              [ ÍNDICE ]                                 Até breve!                     
Sergio Silva